Channels
Carta do conde de Aveiras, vice-rei da Índia, para o rei, em que informa que é impossível mandar barcos, visto as dificuldades serem muitas, os moradores não terem dinheiro para os armar e os moradores de Macau estarem com o comércio do Japão suspenso. Sobre a conveniência que há em se não deixar proibir o comércio de Macau para Manila, pois que o contrato das sedas de Sevilha, origem desta proibição, não é tão importante como o comércio da China; donde poderá vir a prata que Macau necessita será só de Manila, visto não haver esperanças que ela continue a ser dada pelo Japão.
Carta do capitão-geral de Macau, Diogo de Pinho Teixeira, a [D. João V], rei de Portugal, a informar que os barcos que apartassem a Macau não deveriam pagar os direitos aduaneiros aos chineses se não fossem de comércio. A conveniência para a Fazenda Real em serem as naus do Reino a fazer o comércio de Macau e as medidas a adoptar para esse comércio.
Carta do rei para o vice-rei da Índia em que anuncia que vai ponderar acerca do levantamento da proibição do comércio de Manila com Macau e, depois, participará a sua resolução; até lá devem cumprir-se as ordens dadas nesse sentido. Recomenda, depois, ao vice-rei que tenha sempre particular cuidado com os moradores de Macau, favorecendo-os em tudo o que puder, mas sempre com a usual cautela, para não dar lugar a abusos.
Carta para o rei, escrita de Manila, sobre o comércio que os mercadores portugueses fazem com a China e Manila e o intento que têm de o fechar, por causa da má correspondência que os moradores destas partes lhes fazem. Refere-se também à venda das viagens de Macau e Japão que o conde de Linhares tinha feito em Ceilão.
Carta de Fernão de Albuquerque, governador da Índia, ao governador de Manila em que o adverte de que serão tomadas medidas rigorosas contra o comércio que os mercadores de Manila fazem com a China e o Japão, sendo, de acordo com as determinações régias, expressamente proibido este comércio.
Dos que dizem que não hão de fazer Christaons se não os que vão se a proprio motu pedir o Baptismo.
Ofício do [governador e capitão-geral de Macau], Diogo Fernandes Salema de Saldanha, em que pede suspensão da devassa ordenada pelo Governo de Goa, visto não haver fundamento nas acusações que lhe são feitas
Sobre os portugueses de Macau que, a pretexto de comércio, queriam introduzir-se em Manila. (Livro de Registo de Ofícios).
Consulta (cópia) do Conselho Ultramarino sobre a carta do governador e capitão-geral de Macau, António da Silva Telo de Meneses, acerca de os moradores da cidade poderem trazer dos portos do Reino prata em moedas ou ouro em barra, visto não haver nos do Reino e Brasil bens de troca na China
O tratado impossível
Carta do rei de Portugal ao vice-rei da Índia, a mandar guardar os privilégios de que gozam os moradores de Macau para que não possam ser vexados pelos governadores daquela praça.
Manifesto da cidade de Manila a pedir que não fique nela nenhum dos portugueses, habitantes de Macau.
Carta do vice-rei, conde de Aveiras, escrita com a aprovação de D. Filipe Mascarenhas, a um indivíduo para que com todo o segredo e dissimulação, trate com os castelhanos de Manila o negócio da restituição das fazendas dos moradores de Macau, ali retidas, e o da manutenção do comércio com os mesmos, sem que transpareça o consentimento do Estado neste assunto.
28. O Procurador não seja o que corre com as vezitas da Tença os Daimios.
Informação feita a pedido dos habitantes da cidade de Manila sobre o que se pode comerciar e contratar com os moradores de Macau.
Parecer (castelhano) sobre o comércio da Índia para a China, Japão e Manila. Madrid.
Carta do procurador-geral da cidade de Macau para o rei, sobre o estado do comércio, sobre as necessidades e sobre os pedidos dos moradores de Macau.
Carta régia [cópia], para o vice-rei da Índia, conde de Vila Verde [D. Pedro António de Noronha], sobre as razões que os moradores de Macau expõem para se não praticar a Companhia Geral que se formou na Índia.
Alvará de confirmação (cópia) de D. João V, rei de Portugal, em que proíbe o contrato do comércio entre Macau e Manila
Expediente que promove um memorial de D. Juan Grau, procurador da cidade de Manila, suplicando se ponha cobro ao comércio que os portugueses de Macau introduziram nas ilhas Filipinas.
§. 3.º Do modo com que se esconderão os PP. Missionarios para que não fossem prezos, e desterrados.
Carta do governador da Índia, Fernão de Albuquerque, para os oficiais da Câmara da cidade de Macau em que os adverte pelo facto de seus antecessores, contrariamente às provisões régias, terem permitido a partida dos navios de D. Diogo de Miranda e não o terem feito prender, quando do seu regresso, não obstante estar provado que ele acompanhara os castelhanos ao Japão, culpa esta gravíssima por ser muito prejudicial ao comércio da Índia.
Carta do vice-rei da Índia, conde de Aveiras, para Sua Majestade, em que informa não poder cumprir as ordens recebidas em virtude da proibição que o rei do Japão fez ao comércio que se tinha naquele Reino. E que não concedeu licença aos padres da companhia, assim como aos de qualquer ordem, para passarem à China, segundo o parecer do Conselho.
Consulta (cópia) do Conselho Ultramarino a D. João IV, rei de Portugal sobre a autorização do comércio de Macau com Manila, enquanto estiver fechado o comércio com o Japão
Memorial do frei Diego Aduarte, procurador dos dominicanos das Filipinas, pedindo que o governador daquelas ilhas não permita que vão religiosos a Espanha, aproveitando o trato estabelecido entre Manila, Macau e Malaca.