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Carta do rei para o vice-rei da Índia, sobre as dificuldades relativas à fundição de artilharia de ferro coado em Goa, não se podendo, por isso, cumprir as ordens de Sua Majestade. Tendo em conta a artilharia que se fabrica, em Macau e o seu preço, o rei ordena que se mande fundir a maior quantidade possível para abastecer as fortalezas do Estado da Índia. O rei manifesta a sua satisfação pelo envio de socorro ao rei da China. É muito útil que se mantenham boas relações com os chineses.
Carta do rei para o vice-rei da Índia em que tomou conhecimento das dificuldades encontradas para se fazer, na Índia, a fundição de artilharia de ferro coado, assim como as negociações com o fundidor de Macau. Refere-se à ida a Macau de Sebastião Soares Pais, com alçada para "devassar os portugueses" e inquirir dos intuitos dos ingleses e holandeses acerca de Macau. Faz considerações sobre o socorro de Macau que se enviou ao rei da China e sobre a melhor maneira de estreitar relações com os seus súbditos.
Carta do rei para o vice-rei da Índia, em que o recomenda a olhar com cuidado pela continuação da fundição de artilharia de ferro coado, que se havia principiado em Macau, pois é muito necessário para as armadas do Estado. Participa depois que não dará mais licenças aos fundidores de Macau, por causa da muita falta que lá fazem e dos prejuizos que podem resultar da sua ausência.
Carta régia ao vice-rei da Índia, em que o rei lhe ordena que o informe sobre o resultado do exame feito às amostras de ferro que tinham sido mandadas, para esse efeito, para Macau, e no caso destas terem sido achadas de boa qualidade para as fundir e fazer contratar operários chineses para começarem a levar artilharia, empregando o dito número.
Carta do rei, D. Filipe III, para o vice-rei da Índia, sobre as notícias recebidas acerca do rei de Macassar e da embaixada que se lhe enviou; correspondência com ele, etc. e também da licença pedida para fundir algumas peças de artilharia em Macau. Entende o monarca que a amizade com este rei é de grande importância e como o seu procedimento tem sido bom, pede ao vice-rei que lhe envie uma espada e uma espingarda e que mantenha toda a boa amizade com ele e lhe assista em tudo o que este rei pedir.
Carta do vice-rei da Índia ao rei sobre umas peças de artilharia que estavam encomendadas à China, mas que, pelos perigos que corria a navegação, ainda não tinham podido ser trazidas de Macau para a Índia, aguardando-se para tal o acabamento do forte da Ilha das Naus.
Carta do [vice-rei do Estado da Índia], almirante [D. Francisco da Gama] (conde da Vidigueira), a [D. Filipe III], rei de Portugal e de Espanha, sobre a autorização de uma viagem de Macau para Manila e empregar o lucro obtido na fundição de artilharia para a armada de alto bordo
Carta do capitão-geral de Macau, Manuel da Câmara de Noronha, ao vice-rei da Índia em que participa que reuniu os homens do Conselho para se decidirem assuntos referentes à fundição de artilharia. Ficou assente, também, que não se faria viagem para Manila, senão no caso da extrema necessidade. Manifesta receio quanto à formação da nova vereação.
Ofício [cópia] do vice-rei da Índia, para o rei [D. Pedro II) a informar que os cargos dos dignatários da Sé de Macau já se encontram providos.
Carta régia ao vice-rei da Índia, em que lhe proíbe, terminantemente, a venda das viagens de Manila e lhe ordena que a venda das viagens do Japão seja feita em Goa, podendo ser rematadas à cidade de Macau "tanto pello tanto" se esta cidade se comprometer a sustentar o presídio.
Carta do vice-rei da Índia ao rei, sobre os meios que se deveriam utilizar para a conservação de Macau.
Carta em nome d'El-Rei, firmada pelo Conde Almirante, Vice-Rei, mandando fazer uma viagem de Macau a Manila por conta da Real Fazenda e em proveito dela, declarando que o rendimento da dita viagem se enviará a Goa empregado em cobre para fundição de artilharia e em ouro para ajudar os gastos da Armada de Alto Bordo.
Carta do rei ao vice-rei da Índia, sobre se pagar a côngrua ao Bispo de Macau, D. João do Casal.
Carta do governador da Índia ao rei sobre a notícia da morte do capitão-geral de Macau, João de Sousa Pereira; sobre a promessa de socorrer Macau, o melhor que for possível.
Ofício [cópia] do vice-rei da Índia [António Luís Gonçalves da Câmara Coutinho]. para o rei [D. Pedro II], sobre o provimento das dignidades da Sé de Macau.
Carta do rei ao vice-rei da Índia, em que lhe pergunta de que espécie de artilharia necessita e de que calibre, para a mandar encomendar na Biscaia, onde fica muito mais barata do que a que costumava ir de Macau.
Carta do vice-rei da Índia, Dom Jerónimo de Azevedo para o rei em que manifesta grande preocupação pela notícia sobre a concessão feita aos holandeses pelo rei do Japão de terem ali uma feitoria, por representar grande prejuízo para a Índia. Quanto à viagem da China, será necessário socorrer Macau para que se tire algum proveito. Sobre a segurança de Macau, pede ao rei que nomeie, o mais breve possível, o capitão que ali deve residir. Participa, finalmente, ter mandado ao rei de Japão um emissário com um presente e avisá-lo da infidelidade dos holandeses.
Carta do vice-rei da Índia ao rei em que informa que procedeu como o rei mandara sobre as viagens de Macau para Manila se fazerem por conta da Fazenda Real. Depois, como o rei ordenara na outra carta, mandou fechar o comércio.
Carta do vice-rei da Índia, D. Duarte Meneses, para o rei, em que se refere à má conduta do frei Martinho Inácio de Loyola, em Macau.
Contrato que o Capitão Geral D. Francisco de Mascarenhas celebrou com Quinquo e Hiaoxon, "chinas jentios de cabello", para fundirem peças de artilharia de ferro coado. 13 de Outubro de 1623. É o próprio, com assinaturas chinesas.
Carta do príncipe regente para o vice-rei da Índia sobre a proposta feita pela Holanda para se trocar Macau por outras praças na Índia, o que parece impraticável.
Carta do vice-rei da Índia ao rei, em que informa que deu de boa vontade a comissão a Pero do Amaral Pimenta que, pela experiência que tem em assuntos de fundição de artilharia, obrará com mais eficácia do que o vice-rei o tem feito. Pero do Amaral Pimenta, segundo a opinião do rei, é um "desembargador de entendimento curto", dizem que é letrado e protege amigos e parentes de sua mulher. A administração das rendas das obras das fortalezas do Norte está a cargo dos padres da Companhia a quem não se pode pedir contas. Quanto ao salitre, estão em Macau 40 quintais, mas é difícil fazê-los chegar à Índia, por causa dos inimigos da Europa que se encontram no Estreito de Singapura. Terão que vir aos poucos e sem tempo contado.
Carta do vice-rei da Índia, conde de Vila Verde, para o rei, em que dá as razões pelas quais se opôs à nomeação de Manuel Favacho para superintendente da Companhia de Macau.
Carta do capitão-geral de Macau, Manuel da Câmara de Noronha, ao vice-rei da Índia, em que explica as razões por que não partiu o capitão Francisco de Carvalho Aranha, de quem enaltece as qualidades e participa o envio de algumas peças de artilharia.
Carta do vice-rei da Índia ao rei de Portugal sobre as razões pelas quais se não devem entregar as viagens de Solar e Timor aos moradores de Macau.