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Nota de providência para Macau: pôr em exercício a Junta da Justiça; pôr em execução a ordem do governador da Índia, de 1790, sobre o estado dos reais cofres de Macau; pôr em observância a carta régia e instruções, de 1783, para o vice-rei da Índia fazer cumprir o plano para organização de um corpo de tropa em Macau; a carta de agradecimento ao Senado de Macau pelo testemunho de fidelidade ao príncipe regente; a aprovação das medidas tomadas; o respeito dos piratas; a concessão do título de desembargador de agravos da Casa da Suplicação ao ouvidor de Macau, Miguel de Arriaga Brum da Silveira.
Recibo, assinado por Paulo Jorge, de encomendas vindas de Macau, no navio "Campellos que chegou no prezente anno de 1790", para o príncipe D. José.
Requerimento do tenente-coronel reformado do Batalhão do Príncipe Regente, Bernardo José de Freitas, ao vice-rei e capitão-general do Estado da Índia, [D. Diogo de Sousa], em que pede pagamento do soldos respeitantes à reforma a que se acha com direito por virtude da determinação do alvará régio, de 1790-12-16
Recibo, assinado por Paulo Jorge, de encomendas mandadas vir de Macau, no navio "Campellos que chegou no prezente anno de 1790", pela princesa D. Maria Francisca Benedita.
Lista de 43 cartas enviadas por Sua Majestade ao vice-rei da Índia, em que a décima primeira fala sobre o levantamento do comércio de Manila com Macau.
Carta do vice-rei da Índia, conde de Redondo, para o ouvidor de Macau, em que o adverte por não lhe ter escrito, como era da sua obrigação; e aconselha-o a continuar a proceder bem no seu ofício.
Requerimento do desembargador António Pereira dos Santos a [D. João] (príncipe regente de Portugal), em que pede concessão de um lugar ordinário da Casa da Suplicação
Carta do vice-rei da Índia para o rei de Portugal, em que informa observar a ordem do rei sobre os missionários para a China não deverem passar por Macau, sem passarem, primeiro, por Portugal. Fez o mesmo com os missionários franceses.
Carta do rei de Portugal ao vice-rei da Índia sobre perturbações causadas por dois missionários espanhóis em Macau.
Carta do príncipe regente para o vice-rei da Índia sobre a proposta feita pela Holanda para se trocar Macau por outras praças na Índia, o que parece impraticável.
Relação apologética em que se responde a uma monitória que, por ordem do vigário-geral do bispado de Macau, se publicou contra o provincial da Ordem de Santo Agostinho da Congregação da Índia e seus religiosos do convento de Macau, por terem reconhecido e obedecido a D. Carlos Thomaz Maillard de Tournon, patriarca de Antióquia, como visitador apostólico com poderes de legado "a latere" na China e Índias Orientais.
Carta do vice-rei da Índia, conde de Vila Verde, para Sua Majestade, sobre a obra que o Pe. Francisco Espínola tem realizado em Macau e, por isso, não chegou a ir para a China.
Carta do vice-rei da Índia ao rei de Portugal, em que informa que dois religiosos espanhóis causaram grande perturbação, em Macau, por quererem entrar na China, e censura o procedimento do governador eclesiástico a quem ordenou que recolhesse a Goa.
Lembrança do [provedor da Casa da Índia, D. José Joaquim Lobo da Silveira], sobre a pretensão dos contratadores de tabaco em expedir o navio "Bom Jesus do Além" para Macau e conveniência de se fazer escala por Trigano, a fim de retribuir presente.
Ofício do [governador e capitão-geral de Macau], Vasco Luís Carneiro de Sousa e Faro, ao [secretário de estado da Marinha e Ultramar], Martinho de Melo e Castro, sobre a tomada de posse, em 1790-07-29
Carta de Francisco de Sousa Coutinho, governador da Índia, para o rei sobre queixas apresentadas pela Câmara de Macau contra D. João da Gama pelo facto de ter vendido a viagem do Japão a que tinha direito; envio do licenciado Rui Machado Barbosa para por termo a estas ilegalidades e fazer embarcar para a India todos os espanhóis que encontrar em Macau; necessidade de impedir, a todo o custo, a navegação espanhola para Macau.
Ofício do ouvidor-geral de Macau, desembargador José Filipe Pires da Costa, ao secretário de estado da Marinha e Ultramar, [D. Nuno Caetano Álvares Pereira de Melo] (duque de Cadaval), sobre a intimação do comité da Companhia Inglesa ao governo chinês da suspensão do comércio, em consequência do conflito originado na não observância, por parte dos ingleses, do regulamento sobre a comunicação e comércio com estrangeiros
Ofício do Leal Senado da Câmara de Macau ao [secretário de estado da Marinha e Ultramar, D. João de Almeida Melo e Castro, conde das Galveias], em que atribui o vencimento de desembargador dos agravos da Casa da Suplicação ao ouvidor de Macau, Miguel de Arriaga Brum da Silveira
Carta régia [cópia] de [D. João V] para o vice-rei da Índia, marquês do Louriçal, para que use de "uma particular vigilancia" na observância da bula do Papa Clemente XI, confirmada pelo Papa Bento XIV sobre os ritos sínicos.
Decreto de D. João, príncipe regente de Portugal, em que nomeia o bacharel Miguel de Arriaga Brum da Silveira para desembargador da Relação de Goa, com exercício de ouvidor de Macau pelo tempo de seis anos; e concede-lhe a mercê de um lugar de desembargador da Casa da Suplicação após exercício do lugar de ouvidor de Macau.
Instrução régia para o vice-rei da Índia, conde da Vidigueira, D. Francisco da Gama, em que, entre vários assuntos, lhe manda pôr fim aos tumultos de Macau, da maneira mais conveniente e urgente.
Requerimento do desembargador da Casa da Suplicação e ouvidor eleito de Macau, desembargador José Filipe Pires da Costa, a [D. João VI] (rei de Portugal), a pedir passaporte para si e seu acompanhante, Manuel Gonçalves da Silva
Carta régia para o vice'rei da Índia, D. Francisco da Gama, sobre o cobre da China, a substituição do sistema de contrato por o de direitos alfandegários em Malaca e Goa e, ainda, sobre o contrato das viagens Molucas.
Carta do vice-rei da Índia a doze pessoas de Macau em que diz que o rei tem gasto na Índia muito dinheiro com a guerra e com a causa eclesiásticsa. Ora os vassalos de Macau não são inferiores a quaisquer outros em honra e procedimento, pelo que espera não deixem também de servir o rei com o dinheiro de que puderem dispor, que seria entregue ao tesoureiro de Estado de Goa. O rei os honrará e estimará por tal serviço prestado em ocasião tão apertada.
Carta do vice-rei da Índia a doze pessoas de Macau, em que diz que o rei tem gasto na Índia muito dinheiro com a guerra e com a causa eclesiástica. Ora os vassalos de Macau não são inferiores a quaisquer outros em honra e procedimento, pelo que espera que não deixem também de servir o rei com o dinheiro de que puderem dispor, que seria entregue ao tesoureiro de Estado de Goa. O rei os honrará e estimará por tal serviço prestado em ocasião tão apertada.