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Carta do capitão-geral de Macau, Manuel da Câmara de Noronha, em que foca vários assuntos: os navios vindos do Japão e Filipinas com prata e cobre escaparam milagrosamente aos inimigos; os inimigos cobiçam Macau; chegada a Macau de 6 freiras de Manila para fundarem um convento para as filhas de Macau; lastima-se do procedimento dos vereadores e dos 12 adjuntos, visto as suas intenções serem a criação de um Senado e governarem-se sozinhos. Dá informações sobre a pretensão dos inimigos em atacarem Macau.
Da viagem que fez a nossa armada atté alcançar vitoria dos inimigos. Cap: 13.
Carta do capitão-geral de Malaca, António Pinto da Fonseca, para o vice-rei da Índia, em que foca, entre outros, os seguintes assuntos: no fim de Janeiro chegou a Macau um cho que vinha da China e que avistou os inimigos europeus em dois lugares, onde nunca tinham sido vistos; a cidade de Macau continua desobediente e quer ser "senhorio livre" etc.
De huma subita afronta em que se vio a Çidade de Mallaca, a qual por industria do Beato Padre Francisco foi livre dos inimigos. Cap: 12.
Carta do capitão-geral de Macau, João de Sousa Pereira, para o vice-rei da Índia, sobre a expulsão dos holandeses de Cantão; sobre a alegria que este facto provocou nos portugueses; sobre a necessidade de socorrer Macau, cercada de inimigos e sem dinheiro e provimentos.
Carta régia ao vice-rei da Índia, em que lhe recomenda que combine com o governador de Manila o plano para expulsar os holandeses da ilha Formosa e assim como as medidas a tomar contra os inimigos comuns, e se ponha em contacto com a cidade de Macau.
Listra Das embarcações, muniçoens e mais effeitos tomados na guerra contra o inimigo Bonsolo atè 13 de Dezembro de 1746 nas praças de Lorna, Bixolim, Tiracol, Rary, e Rybeira de Arandem; tirada dos livros da recadação da real fazenda da Ribeira de Goa.
Carta do vice-rei da Índia ao rei sobre vários assuntos, destacando o que se refere à quebra do comércio da China e à diminuição das rendas reais com o emiquecimento do inimigo. Ficou decidido que fossem à China 4 galeotas para transportar mercadores e suas fazendas.
Carta do vice-rei ao governador de Macau, D. Francisco Mascarenhas, em que aconselha a cidade de Macau, a ajudar a resolver as dificuldades que há na Índia, pois, só com a unidade se poderão vencer os inimigos da Europa. Sugere que os particulares armem navios, se estes não se decidessem fazê-lo, a cidade poderia tomar esse encargo.
Carta de um padre de Malaca para Macau, a avisar sobre as intenções dos holandeses.
Alvará do vice-rei da Índia, conde de Linhares, em que ordena que se tomem medidas repressivas e se imponham penalidades aos mercadores que trazem da China ouro e fazendas manuais com intenção de fazerem contrabando com os inimigos da Europa que encontram no mar, que causa a perda das fazendas dos mercadores que lhes fizeram encomendas.
Alvará do Conde Almirante (D. Francisco da Gama, Vice-Rei) pelo qual ordena a D. Francisco de Mascarenhas que assista no Forte de Agoada da Barra de Goa, e assim nele como em todo o circuito das terras de Bardez em que os inimigos podem desembarcar, e tenha toda a superintendência de guerra. Pangim, 13 de Janeiro de 1623.
Carta do Pe. Pero Marejom, reitor do Colégio de Macau, ao Pe. Nicolau da Costa, jesuíta, procurador do Japão e China, em que diz esperar que o Bispo e o Pe. Sebastião Vieira cheguem, em breve. Diz estar em grande risco o comércio entre Macau e Japão, por causa dos inimigos da Europa. Alguns padres do Japão têm provocado escândalos. Espera que o vice-rei mande uma embaixada a Macau para resolver estes e outros assuntos. O comércio de Manila não vai bem por obstáculos postos pelo governador dele e pelos portugueses de Macau.
Alvará do Vice-Rei em que, porquanto vai Capitão Geral e gente do presídio para assistir na Cidade de Macau por respeito do cometimento que os inimigos da Europa fizeram o ano anterior contra ela e perigo em que esteve posta, ordena que as coisas tocantes ao bem e conservação daquela Cidade se tratem em Conselho, e que no dito Conselho se achem com o Capitão Geral o Bispo do Japão, o Pe Governador do Bispado da China, o Sargento-Mor e o Vereador mais velho que servir na Câmara.
Termo (cópia) do Senado da Câmara de Macau sobre 5% de direitos a tirar das viagens do Japão para pagamento das dívidas da cidade; a representação dos interesses de Macau no Reino por um oficial da Câmara e a restituição do privilégio de os moradores de Macau governarem os seus próprios bens.
Carta do vice-rei da Índia ao rei, em que informa que deu de boa vontade a comissão a Pero do Amaral Pimenta que, pela experiência que tem em assuntos de fundição de artilharia, obrará com mais eficácia do que o vice-rei o tem feito. Pero do Amaral Pimenta, segundo a opinião do rei, é um "desembargador de entendimento curto", dizem que é letrado e protege amigos e parentes de sua mulher. A administração das rendas das obras das fortalezas do Norte está a cargo dos padres da Companhia a quem não se pode pedir contas. Quanto ao salitre, estão em Macau 40 quintais, mas é difícil fazê-los chegar à Índia, por causa dos inimigos da Europa que se encontram no Estreito de Singapura. Terão que vir aos poucos e sem tempo contado.
Carta régia para o Conde Almirante, D. Francisco da Gama, vice-rei da Índia, em que determina que se continue a pagar aos jesuítas, encarregados da conversão do Japão, 2.000 cruzados para o seu sustento, por mais 5 anos. Informa sobre a necessidade de estes religiosos fundarem uma casa em Macau, conforme pediam, para se recolherem, em caso de serem perseguidos.
Carta do capitão-geral de Macau, Manuel da Câmara de Noronha, ao vice-rei da Índia, em que lamenta a perda sofrida pela frota de D. Francisco Lobo; participa que vai tentar melhorar a cidade, consertando os baluartes; dá relação de navios que partiram para Goa e para Manila; lastima o facto de o rei ter mandado extinguir a viagem para Japão, por conta da cidade; etc.
Carta do Padre Francisco Pinto de 14 de Junho de 1691 para o Padre Francisco Nogueira Visitador das Provincias de Japão e China sobre o que disse o frade sobre não poder morar iunto com nosco como mandavão e principio da perseguição lastima da falta de sogeitos e prata. [1691 Jun. 4]
Macau
Macau
Ofício do mandarim substituto sub-prefeito de Macau, Xiong, ao procurador de Macau, sobre o salitre armazenado em Macau
Ofício do mandarim sub-prefeito de Macau, Feng, ao procurador de Macau, sobre a manutenção da ordem pública em Macau
Ofício do mandarim sub-prefeito de Macau, Ma, ao procurador de Macau, informando que vem a Macau para as visitas oficiais
Ofício do mandarim substituto sub-prefeito de Macau, Duan, ao procurador de Macau, informando que vem a Macau para as inspecções