Channels
Carta do vice-rei ao rei, em que, entre outros assuntos, faz alusão à partida da China de algumas embarcações na monção do ano anterior, com destino a Goa. Noutra carta desta via, envia informação do bom procedimento do desembargador Sebastião Soares Pais no caso de uma relação que lhe mandou fazer sobre os quatros galeões que se tinham perdido, no ano anterior, e também sobre a sua acção desenvolvida em Macau. Por notícias dadas por este e por cartas recebidas, o vice-rei viu o grande perigo em que ficaria Macau se as 24 naus inimigas, que se encontravam em chincheo unidas a um mandarim revoltado contra o rei da China fossem atacar aquela cidade, etc.
Carta régia ao vice-rei da Índia, em que o rei lhe recomenda que cumpra rigorosamente o que em cartas anteriores lhe ordenava sobre a maneira de interferir na questão entre a cidade de Macau e D. Filipe (Lobo).
Decreto de D. José, rei de Portugal, em que ordena se pague a Francisco Xavier de Assis Pacheco e Sampaio 3.000 cruzados para ficar igual ao ordenado vencido no ano anterior pelos conselheiros do Conselho Ultramarino.
Alvará de confirmação de D. João V, rei de Portugal, em que ordena que os capitães-gerais mandem processar regularmente o render da guarda e os exercícios de artilharia no forte de São Paulo, revogando os anteriores alvarás que o proibiam
Requerimento do vice-rei do Estado da Índia, [Rodrigo da Silveira] (conde de Sarzedas) a [D. João IV], rei de Portugal, em que pede para ser remetido ao Dr. Diogo (...) Temudo um seu requerimento anterior em que pede para ser ouvido sobre a devassa levantada a seu irmão D. Sebastião Lobo da Silveira.
Carta do governador das Filipinas, Dom Juan da Silva, dando conta do mau estado em que se encontravam as coisas de Ternate, Maquién, e outras ilhas do Maluco e da falta de amizade e de correspondência por parte dos japoneses que haviam queimado um navio em Macau.
Alvará de confirmação (cópia) de D. João V, rei de Portugal, em que ordena que a provisão dos capitães do presídio da fortaleza seja da exclusiva responsabilidade dos capitães-gerais de Macau, revogando os anteriores alvarás sobre o assunto
Alvará do Vice-Rei em que, porquanto vai Capitão Geral e gente do presídio para assistir na Cidade de Macau por respeito do cometimento que os inimigos da Europa fizeram o ano anterior contra ela e perigo em que esteve posta, ordena que as coisas tocantes ao bem e conservação daquela Cidade se tratem em Conselho, e que no dito Conselho se achem com o Capitão Geral o Bispo do Japão, o Pe Governador do Bispado da China, o Sargento-Mor e o Vereador mais velho que servir na Câmara.
Carta do vice-rei da Índia ao rei em que informa que procedeu como o rei mandara sobre as viagens de Macau para Manila se fazerem por conta da Fazenda Real. Depois, como o rei ordenara na outra carta, mandou fechar o comércio.
João viu e acreditou
Requerimento do embaixador para a China, Francisco Xavier Assis Pacheco e Sampaio, a [D. José], rei de Portugal, em que pede certidão sobre tudo o que constar na secretaria do Conselho Ultramarino sobre o anterior embaixador à China, Alexandre Metello de Sousa e Meneses
Carta do vice-rei ao rei de Portugal, em que afirma que tudo se fará como Sua Majestade ordena.
Carta do rei para o vice-rei da Índia, sobre as dificuldades relativas à fundição de artilharia de ferro coado em Goa, não se podendo, por isso, cumprir as ordens de Sua Majestade. Tendo em conta a artilharia que se fabrica, em Macau e o seu preço, o rei ordena que se mande fundir a maior quantidade possível para abastecer as fortalezas do Estado da Índia. O rei manifesta a sua satisfação pelo envio de socorro ao rei da China. É muito útil que se mantenham boas relações com os chineses.
Carta do vice-rei da Índia ao rei em que envia a cópia do assento sobre a nomeação de D. Filipe Lobo para o cargo de capitão-mor na China. O rei poderá ver o exame minucioso que se fez na secretaria de Estado, onde se não encontrou nenhuma ordem régia para que se prendesse D. ·Filipe Lobo. Todo este assunto decorreu quando governava o Bispo D. Frei Luís de Brito. Informa que se ponderaram todos os inconvenientes que haveria em enviar D. Filipe nesta jornada, pois, para o que o rei pretendia da cidade de Macau, ele era ali benquisto demais para obter os fins em vista. Mas, não se achando nada contra o dito D. Filipe, o vice-rei não podia ir contra a opinião do Conselho, composto por homens sisudos e que concordaram que el-rei ficaria bem servido enviando aquele homem.
Requerimento de José Cordeiro e Manuel Bernardo Lopes Fernandes em que pedem a isenção dos direitos de dois por cento que a prata paga na Alfândega de Macau e da restituição dos direitos de onze mil, pagos na negociação anterior.
Requerimento do padre Manuel Jorge a [D. João V], rei de Portugal, em que pede alvará de mantimentos por ter uma conezia da Sé de Macau
Carta do Cabido da Sé de Macau a [D. José], rei de Portugal, em que comunica os motivos por que deixaram de rezar no coro e pede o pagamento de côngruas
Requerimento do cónego da Sé de Macau, padre João de Faria e Albuquerque, a [D. João V], rei de Portugal, em que pede provisão de mantimentos, por ter uma conezia na Sé de Macau
Carta do Senado da Câmara de Macau, a [D. João V], rei de Portugal, a pedir para que se veja o documento junto e se o defira para remédio do miserável estado em que se encontra a cidade por falta de comércio
Carta do vice-rei da Índia, D. Duarte Meneses, para o rei, em que se refere à má conduta do frei Martinho Inácio de Loyola, em Macau.
Carta do vice-rei ao rei em que informa que mandou dizer à cidade de Macau que servisse bem para merecer a graça do rei da suspensão do castigo que deveria sofrer pelas culpas que se provaram. E conforme esta cidade atender a este aviso, assim se procederá.
Carta do rei ao vice-rei, em que diz ter tomado conhecimento das queixas apresentadas por D. Filipe Lobo contra a cidade de Macau e dos motivos por que D. Lourenço da Cunha e D. Luís de Meneses não quiseram servir na mesma cidade como capitães-gerais. À margem a nota "não se respondeo".
Carta do vice-rei da Índia para o rei de Portugal, em que informa observar a ordem do rei sobre os missionários para a China não deverem passar por Macau, sem passarem, primeiro, por Portugal. Fez o mesmo com os missionários franceses.
Regimento de que havia de usar na viagem D. Francisco de Mascarenhas, que ia por Capitão da Nau S. José da Armada, que esse ano ia à Índia, em companhia do Conde da Vidigueira, Almirante daquelas partes, que El-Rei enviava por Vice-Rei delas.
Carta do rei ao vice-rei da Índia sobre a esquadra de navios ingleses que chegaram a Goa com cartas de seu rei, para serem recebidas em conformidade com as pazes assentadas com o conde de Linhares e que nesta cidade não deram entrada por não levarem licença do vice-rei. Trata, ainda, de desavenças que os ingleses tinham tido com os chins; da responsabilidade que a cidade de Macau tomou por eles e do prejuízo que Portugal teria no trato com a China se os ingleses entrassem nela.