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Carta do vice-rei da Índia, a estranhar o facto de os ministros não terem cumprido as suas instruções e terem mandado cobrar os novos direitos ao Bispo de Macau.
Carta do governador da Índia, Fernão de Albuquerque, para os oficiais da Câmara da cidade de Macau em que os adverte pelo facto de seus antecessores, contrariamente às provisões régias, terem permitido a partida dos navios de D. Diogo de Miranda e não o terem feito prender, quando do seu regresso, não obstante estar provado que ele acompanhara os castelhanos ao Japão, culpa esta gravíssima por ser muito prejudicial ao comércio da Índia.
Algumas couzas que o Padre de novo soube terem succedido nesta perseguição, e volta que fez a Macao. [fl. 245v.
Consulta do Conselho Ultramarino a D. João IV, rei de Portugal sobre as três embarcações portuguesas e uma nau inglesa, com soldados portugueses, enviadas a Macau pelo vice-rei do Estado da Índia, não terem chegado ao seu destino, uma por avaria e as outras três por terem sido apresadas pelos holandeses em Malaca
Ofício do magistrado do distrito de Xiangshan, Peng, ao procurador de Macau, informando que premeia os militares da marinha portuguesa, por terem capturado 29 piratas
Governador da diocese de Macau reclama contra a Propaganda por lhe terem tirado a ilha de Hong-Kong
Como não ha contrariedade em muitas couzas, que andão escritas dos costumes, gouverno, nobreza, e opulencia de Japão, que parece terem-na; e a cauza disso. Cap: 11.
Carta do príncipe regente para o vice-rei, a ordenar que os capitães- gerais de Macau, depois de terem acabado o seu tempo, não podem sair da cidade sem ficar provado primeiro que satisfizeram as suas dívidas.
O Governador da Diocese de Macau reclama contra a Propaganda por lhe terem tirado a Ilha de Hong Kong.
Ofício do magistrado do distrito de Xiangshan, Xu, ao procurador de Macau, sobre o pedido de isenção de pagamento dos direitos de saída do porto dos navios n.º 16 e por estes terem participado, oficialmente, no combate aos piratas
Carta que Macau escreveu ao vice-rei da Índia, focando vários assuntos: os moradores desta cidade mostram-se desolados por os conselheiros enviados não terem informado bem ao vice-rei sobre o estado miserável de Macau, como, por exemplo, como pagar o presídio e armar navios para combater os rebeldes holandeses, etc.
Ofício do mandarim da alfândega de Macau, Hu, ao procurador de Macau, sobre dois navios portugueses que, tendo participado na luta contra os piratas, estão actualmente em Macau, por terem sido dispensados dessa missão
Carta do Senado da Câmara de Macau a [D. João] (príncipe regente de Portugal), sobre os requerimentos de vários moradores de Macau a pedirem perdão das dívidas à Fazenda Real, em virtude de não terem beneficiado do perdão dado pela carta régia de 1799-03-07
Requerimento da Santa Casa da Misericórdia de Macau ao Senado da Câmara de Macau em que pede uma certidão da carta do governador da Índia que proíbe os senhorios dos navios saírem de Macau sem terem pago as suas dívidas
Carta do rei para o vice-rei da Índia, conde de Vila Verde, sobre novos direitos cobrados ao Bispo de Macau e que os seus sucessores não devem pagar.
Carta de Maria de Vasconcelos a [D. João V], rei de Portugal, sobre a queixa por o Bispo de Macau, D. João do Casal, e seus ministros terem levado de sua casa uma neta de 12 anos, órfã, que se encontrava sob sua tutela para a casarem com o capitão da guarnição da fragata "Nossa Senhora das Neves", António de Albuquerque Coelho.
Resoens para os nossos Padres Missionarios não fazerem o Juramento da obediencia aos ministros da Propaganda.
Livro (cópia) Foral de Macau, mandado extrair por João José da Silva, juiz de Direito da Comarca de Macau.
Notificação de Teodorico Pedrini e de outros jesuítas aos padres comissários da China, que se encontram em Macau depois de terem sido expulsos de Cantão pelos magistrados imperiais e dando-lhes conta das suas conversas com o imperador sobre este assunto.
O ministro agradece a redução das taxas para os Bispados ultimamente nomeados e pede de novo a redução para as Bulas dos Bispos de Macau, Goa e Porto.
Carta do conde de Aveiras, vice-rei da Índia, para o rei, em que informa que é impossível mandar barcos, visto as dificuldades serem muitas, os moradores não terem dinheiro para os armar e os moradores de Macau estarem com o comércio do Japão suspenso. Sobre a conveniência que há em se não deixar proibir o comércio de Macau para Manila, pois que o contrato das sedas de Sevilha, origem desta proibição, não é tão importante como o comércio da China; donde poderá vir a prata que Macau necessita será só de Manila, visto não haver esperanças que ela continue a ser dada pelo Japão.
Carta do vice-rei, Vasco Fernandes César de Meneses, para o general do Norte, Manuel de Sousa de Meneses, em que o informa que ordenou ao general Francisco Pereira da Silva para pelejar contra os Árabes, visto estes terem apresado no "poço" de Surrate um barco de Macau com a intenção de entreter os portugueses com as negociações de paz até completarem o conserto de seus barcos. Informa, ainda, ter mandado D. João José de Almeida a governar Damão, nesta conjuntura. Frisa a necessidade de continuar o sítio de Culabo; recomenda prontos avisos dos acontecimentos em Surrate e exprime confiança no seu zelo.
Appellatio interposita a supra facto mandato Domini Patriarchae.
Ofício do assistente do magistrado do distrito de Xiangshan, Wu, ao procurador de Macau, sobre um padre italiano e Li Ru que foram capturados com mais um estrangeiro no distrito de Yuechang, por terem transitado, clandestinamente, de Macau para a província de Shanxi, para missionar
2. Propozição. Mostrase, que quem escreve libello infamatorio contra os Religiozos da Companhia incorre ipso facto em excomunhão mayor reservada ao Papa.
Carta do Pe. Pero Marejom, reitor do Colégio de Macau, ao Pe. Nicolau da Costa, jesuíta, procurador do Japão e China, em que diz esperar que o Bispo e o Pe. Sebastião Vieira cheguem, em breve. Diz estar em grande risco o comércio entre Macau e Japão, por causa dos inimigos da Europa. Alguns padres do Japão têm provocado escândalos. Espera que o vice-rei mande uma embaixada a Macau para resolver estes e outros assuntos. O comércio de Manila não vai bem por obstáculos postos pelo governador dele e pelos portugueses de Macau.
Sobre se dar ajudas de custo ao Bispo de Macau quando for visitar as cristandades da China.
Queixas do Bispo de Macau e da câmara da cidade contra o mestre de Escola da Sé de Goa, José da Silva. Tem apenas 2 documentos sobre o mesmo assunto.
Informa que pelas cópias das cartas que Sua Majestade mandou escrever ao Bispo de Macau e ao comissário dos padres reformados de S. Francisco, fica entendendo como eles se devem comportar, e que quando chegou à Índia já o vice-rei, conde de Vila Verde, havia provido as dignidades da Sé de Macau, como, a de deão, em Dr. João Fialho de Campos, a de chantre, no padre Pedro Pinto, e a do tesoureiro-mor, no licenciado Francisco Ferreira de Aragão. Logo que chegou a fragata da China se informará sobre os clérigos que há em Macau que queiram servir de cónegos sem a côngrua que lhes compete; todos os requisitos serão ponderados, segundo o breve.
Carta do vice-rei da Índia para o rei de Portugal, sobre a dificuldade em pagar os vencimentos ao Bispo de Macau, a partir de Goa, sabendo que em Macau haverá essa possibilidade.
Carta do vice-rei da Índia, a estranhar o facto de os ministros não terem cumprido as suas instruções e terem mandado cobrar os novos direitos ao Bispo de Macau.
Carta do vice-rei da Índia para Mendo de Faias Pereira, sobre a morte do Pe. Francisco Maris Espínola, quando ia para Macau e não podendo, por isso, ocupar o lugar de coadjutor e de futuro sucessor do Bispo de Nanquim.
Carta do rei para o vice-rei da Índia, conde de Vila Verde, sobre novos direitos cobrados ao Bispo de Macau e que os seus sucessores não devem pagar.
Carta do vice-rei da Índia para o rei de Portugal, em que informa não ter recebido qualquer requerimento do Bispo de Macau. Nos assentos do Conselho da Fazenda está escrito que foi mandado dar ao então Bispo de Macau, em 2-5-692, dois mil xerafins de ajudas de custo para a sua viagem à China e noutro documento consta que foi dado mais mil xerafins para paramentos.
Alvará régio a ordenar que os capitães da viagem do Japão prestem ao Bispo desta região todo o auxílio e ajuda que este lhes requerer, para pôr termo às desordens cometidas dentro do seu bispado por alguns portugueses desobedientes e levar os culpados para a Índia, sob prisão
Carta régia ao vice-rei em que se refere ao litígio entre a cidade de Macau e o capitão da mesma, D. Filipe Lobo, abordado pelo Bispo de Cochim. Sobre a nomeação de D. Lourenço da Cunha que se recusou substituir D. Filipe Lobo, acabando por escolher D. Luís de Meneses que também não aceitou. As queixas da cidade contra D. Filipe Lobo tinham fundamento.
Carta do rei para o vice-rei da Índia, sobre a quantidade de cobre que se levava para Goa da China e Japão e também sobre desinteligências entre estas partes e os moradores de Macau. Pede ao vice-rei que resolva estes assuntos, depois de consultar o Arcebispo de Goa e os conselheiros da maneira que forem mais úteis ao serviço de Deus e quer ser avisado das disposições tomadas assim como do nome e ordens dos religiosos que foram martirizados no Japão.
Carta do rei de Portugal para o vice-rei da Índia, em que ordena que os ordenados do Bispo de Macau sejam pagos da mesma forma que os do Bispo de Cochim.
Carta régia para o vice-rei da Índia, sobre se darem ao Bispo de Macau os paramentos necessários para os seus pontificais e lhe mande dar as ajudas de custo que precisar para a sua ida de Goa para Macau.
Carta do vice-rei da Índia ao rei em que envia a cópia do assento sobre a nomeação de D. Filipe Lobo para o cargo de capitão-mor na China. O rei poderá ver o exame minucioso que se fez na secretaria de Estado, onde se não encontrou nenhuma ordem régia para que se prendesse D. ·Filipe Lobo. Todo este assunto decorreu quando governava o Bispo D. Frei Luís de Brito. Informa que se ponderaram todos os inconvenientes que haveria em enviar D. Filipe nesta jornada, pois, para o que o rei pretendia da cidade de Macau, ele era ali benquisto demais para obter os fins em vista. Mas, não se achando nada contra o dito D. Filipe, o vice-rei não podia ir contra a opinião do Conselho, composto por homens sisudos e que concordaram que el-rei ficaria bem servido enviando aquele homem.
Carta régia para o vice-rei da Índia, Aires de Saldanha, em que Sua Majestade lhe participa que enviou, por três vias, as bulas papais, sagrando Bispo da Serra de Angamale o jesuíta Francisco Roiz e a respectiva provisão régia.
Carta do Arcebispo e governador de Goa, D. Sebastião, ao Adraja de Cavanor, sobre António de Albuquerque Coelho que vai governar Macau.
Informação sobre a acção pastoral de D. Manuel de S. Galdino, Bispo de Macau, proposto para a arquidiocese de Goa.
Sobre D. Joaquim de Sousa Saraiva, Bispo eleito de Pequim.
Visitas "Ad Sacra Limina" dos Bispos de Macau, Malaca, Nanquim, Funai, Damão e Cranganor.
Proposta do frei Marcelino José da Silva, da Ordem Militar de S. Bento de Avis, para o Bispo de Macau, pela renúncia de D. Alexandre da Silva Pedrosa Guimarães. Informação sobre o estado da diocese.
Carta do Bispo da China para o governador das Filipinas, D. Gonzalo Ronquillo, escrita em português, sobre o estado das coisas e dos católicos naquela cidade.
Os Bispos de Macau (1576-1782)
Carta do Embaixador Alexandre Metelo ao Padre José Moreira sobre os negócios da Missão da China, a que veio o Bispo de Macau. Lisboa, 20 de Novembro de 1750. Borrão original.