Channels
Carta sobre a cidade de Macau de D. Jerónimo de Azevedo. É necessário nomear-se um capitão para Macau para se poder defender esta cidade contra os holandeses, assegurando o comércio com a China, de enorme vantagem. O militar escolhido deveria ser prudente para poder saber lidar com os chineses. Seria justo que Macau pagasse o imposto de 1 % como Malaca para ser empregue em seu benefício. O dito capitão apaziguaria, também, as desavenças entre os moradores e entre certos bandos de desordeiros. Seria também bom que se proibisse toda e qualquer comunicação ou comércio da China e Japão com Manila.
Ofício do mandarim da alfândega de Macau, Zhong, ao procurador de Macau, sobre se seria português o mercador estrangeiro que foi a Cantão
Carta do vice-rei da Índia a doze pessoas de Macau em que diz que o rei tem gasto na Índia muito dinheiro com a guerra e com a causa eclesiásticsa. Ora os vassalos de Macau não são inferiores a quaisquer outros em honra e procedimento, pelo que espera não deixem também de servir o rei com o dinheiro de que puderem dispor, que seria entregue ao tesoureiro de Estado de Goa. O rei os honrará e estimará por tal serviço prestado em ocasião tão apertada.
Carta do vice-rei da Índia a doze pessoas de Macau, em que diz que o rei tem gasto na Índia muito dinheiro com a guerra e com a causa eclesiástica. Ora os vassalos de Macau não são inferiores a quaisquer outros em honra e procedimento, pelo que espera que não deixem também de servir o rei com o dinheiro de que puderem dispor, que seria entregue ao tesoureiro de Estado de Goa. O rei os honrará e estimará por tal serviço prestado em ocasião tão apertada.
Consulta do Conselho Ultramarino sobre o pedido de Bartolomeu de Azevedo Coutinho para se pôr apostilha no alvará que concedia a seu pai uma viagem da China, para poder ser registado
Ofício do Senado da Câmara de Macau, sobre o poder crescente dos chineses com prejuízo da autoridade portuguesa e do comércio, e a necessidade de uma embaixada a Pequim.
Lista dos gastos da Cidade de Macao de 710, que fazem com os soldados do prezídio como também os gastos ordinários que antigamente se paga.
Virtude, e poder Divino contra os espiritos malignos com casos extraordinarios. Capitulo.
Carta que Macau escreveu ao vice-rei da Índia, em que dizem os moradores que ao pedirem um capitão-geral e cem soldados para defender a cidade, nunca pensaram que seria a cidade a pagar esta despesa, visto que a cidade é também do rei de Portugal. Os holandeses têm procurado convencer os chineses a permitirem-lhes embarcar e carregar nos seus portos, o que causaria grandes danos a Macau.
Requerimento de Manuel Francisco Marques a [D. Isabel Maria] (infanta regente de Portugal), a pedir autorização para se poder transportar com sua família [para Lisboa]
Requerimento de Francisco de La Fontene, a [D. João V], rei de Portugal, em que pede naturalidade portuguesa, a fim de gozar de todas os privilégios, liberdades e isenções concedidas aos moradores de Macau, visto ser também morador da cidade, casado com mulher portuguesa, ser natural de Madrasta, na Costa do Coromandel, e estar ao serviço de el-rei com a patente de capitão-tenente
Das outras festas que há no discurso do anno em que tambem se vizitam. Cap. 19.
Edital do mandarim sub-prefeito de Macau, Hu, ao [procurador de Macau], sobre a proibição de malfeitores extorquirem dinheiro, provocarem distúrbios, fazerem-se passar por soldados e também sobre a suspensão do comércio inglês na China, devido a Lorde Napier (superintendente do comércio britânico na China) ter desacatado as leis e estatutos
Ofício do mandarim substituto sub-prefeito de Macau, Ma, ao procurador de Macau sobre o caso de a embaixada inglesa não poder ser recebida nem alojada particularmente
Carta para o rei, escrita de Manila, sobre o comércio que os mercadores portugueses fazem com a China e Manila e o intento que têm de o fechar, por causa da má correspondência que os moradores destas partes lhes fazem. Refere-se também à venda das viagens de Macau e Japão que o conde de Linhares tinha feito em Ceilão.
Informação feita a pedido dos habitantes da cidade de Manila sobre poder tratar e contratar com os meradores de Macau.
Capitulo 106. De como el Rey de Bungo fez Christão a seo filho segundo, e se baptizou tambem Ychijuindono seo sobrinho Rey de Tosa.
Carta [cópia] do secretário de Estado, António Guedes Pereira, para Fr. José Maria da Fonseca de Évora [embaixado de Portgual junto da Santa Sé ,sobre a nomeação do padre Policarpo de Sousa para o bispado de Pequim, que é aceite pelo rei [D. João V] , e não o pelo Papa [Clemente XI]; instruções no sentido do dito padre ser dispensado dos votos jesuíticos para poder ser confirmado no bispado de Pequim.
Como Yasiro Japão foi ter a Malaca, onde se vio com o B. Padre Francisco, e inviado ao Collegio de Goa para ser instruido nos misterios da Fê. Cap. 6.
Consulta (cópia) do Conselho Ultramarino a D. João IV, rei de Portugal sobre a autorização do comércio de Macau com Manila, enquanto estiver fechado o comércio com o Japão
Carta régia [cópia], para o vice-rei da Índia, António Luís Gonçalves da Câmara Coutinho, para que encomende ao bispo de Macau que vá visitar as comunidades da China por serem "suas ovelhas, para que com a sua prezença se adiantem muito aquellas missões e se componhão as differenças que hã nos missionarios ... "; ordena, também, que se lhe sejam dadas as ajudas de custo que se puderem dar.
Carta para o rei em que se dão notícias sobre o Estado da Índia, a perda de Amboino e Molucas e, também, sobre uma nau na China.
Carta régia [cópia] para o bispo [D. Pedro de Castilho, vice-rei de Portugal e inquisidor-geral], acerca da petição de D. Francisco Rolim sobre poder, depois de 3 anos de serviço nas partes da Índia, entrar na fortaleza de Chaul, que recebeu em satisfação de seus serviços e na viagem da China, que lhe foi dada em dote, não obstante o homicídio que cometeu em Beja; ordena, também, que se enviem, com a maior brevidade, as suas resoluções a Dom Martim Afonso de Castro [vice-rei da Índia].
"Assento da Secretaria de Estado, sobre não ser conveniente que o Visitador Apostólico, que vai a China passe aquelles Dominios de Sua Magestade sem meistrar ao dito senhor os poderes que leva" (Papeís Políticos, Tomo I, fls. 460-463)
Sobre se deixar o comércio de Macau, Timor e Solor livre para a Junta da Companhia do Comércio.