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Carta do rei ao vice-rei da Índia em que encarrega este de conseguir que os moradores de Macau armem, à sua custa, navios destinados a andarem "às presas nos mares do Sul e dessem guarda às embarcações que navegarem para esse Estado e Manila". À margem, a resposta do vice-rei, de 28 de Novembro de 1634, em que promete satisfazer ao que el-rei pretendia saber sobre a missão do desembargador Sebastião Soares Pais e manifesta a sua grande dúvida em conseguir que os moradores da China armem navios à sua custa.
Carta régia ao vice-rei da Índia em que o rei lhe agradece as diligências efectuadas com a cidade de Macau para a convencer a armar, à sua custa, alguns navios que corressem os mares do Sul em defesa dos navio mercantes que fossem para a Índia e Manila. Recomenda-lhe que o informe do que tiver conseguido sobre esta matéria.
Ordem dada pelo vice-rei, conde de Aveiras, a João de Sousa Pereira, capitão-mor de S. Tomé, em que ordena a prisão imediata de Domingos da Silva, casado em Macau, que de Batávia foi para S. Tomé em companhia do Pe. Frei Gonçalo de S. José. Ordena, ainda, que seja posto a ferros e mandado para Goa e que haja toda a cautela para conseguir a sua prisão.
Carta do vice-rei ao governador de Macau, D. Francisco Mascarenhas, em que aconselha a cidade de Macau, a ajudar a resolver as dificuldades que há na Índia, pois, só com a unidade se poderão vencer os inimigos da Europa. Sugere que os particulares armem navios, se estes não se decidessem fazê-lo, a cidade poderia tomar esse encargo.
Carta do vice-rei ao rei em que diz que a Fazenda Real se encontra exausta e que as necessidades na Índia são enormes e tendo que se remediar imediatamente este mal, procura por todas as formas que as cidades e os vassalos do rei lhe dêem o seu auxílio por sua livre vontade. Nesta ordem de ideias e como a cidade de Macau estava livre dos impostos obrigatórios para as outras cidades, enviou-lhe uma carta pedindo que Francisco Mascarenhas, a Companhia de Jesus, Lopo Sarmento de Carvalho e seus parentes armassem embarcações à sua custa para as vigilâncias da navegação comercial daquela cidade para a Índia e Manila ao que todos acederam.
Representação do Cabido da Sé de Macau a [D. Maria I], rainha de Portugal, em que pede nomeação de membros para o Cabido de Macau à custa da Fazenda Real.
Carta do vice-rei da Índia para o príncipe sobre o livramento judicial dado a cidadãos de Macau acerca de uma embaixada ao imperador da China, com o fim de se conseguir o comércio com Cantão. Referências à oferta de um leão ao dito imperador, por este assim o desejar.
Sentença do Juízo dos Feitos a respeito do confilto que opôs Amador de Valaares, escrivão nomeado dos orfão de Macau, e a Câmara desta cidade. O Juízo ordena que o escrivão tome posse do cargo e a Câmara que paque as custas do processo.
Alvará de confirmação (cópia) de D. João V, rei de Portugal, a ordenar que as viagens de Solar e Timor fossem livres para os moradores de Macau e a sua distribuição feita em pautas cerradas
10. Por ordem do Jmperador Procurarão os Aulicos Hesken, e chao cham ja com ameaças, Ja com brandura conseguir, mas não conseguem que o Patriarca satisfaça ao Jmperador offendido: parte-se finalmente o mesmo Patriarca de Pekim.
Rascunho da conta que o Embaixador deu a El-Rei da sua Embaixada.
Representação dos moradores de Macau a [D. José], rei de Portugal, em que informam a necessidade de nomeação de autoridade letrada que administre a justiça na cidade. A representação não é assinada devido aos moradores temerem represálias.
Carta do rei para o vice-rei da Índia em que anuncia que vai ponderar acerca do levantamento da proibição do comércio de Manila com Macau e, depois, participará a sua resolução; até lá devem cumprir-se as ordens dadas nesse sentido. Recomenda, depois, ao vice-rei que tenha sempre particular cuidado com os moradores de Macau, favorecendo-os em tudo o que puder, mas sempre com a usual cautela, para não dar lugar a abusos.
Carta do rei de Portugal ao vice-rei da Índia, a mandar guardar os privilégios de que gozam os moradores de Macau para que não possam ser vexados pelos governadores daquela praça.
Carta do vice-rei ao rei de Portugal, em que afirma que tudo se fará como Sua Majestade ordena.
Carta da Câmara de Macau ao rei sobre os prejuízos das viagens da Nova Espanha para Macau e as razões por que deviam ser proibidas; pedido de autorização para os moradores de Macau irem com suas fazendas à Nova Espanha, etc.
Carta régia para o vice-rei da Índia, Conde Almirante, D. Francisco da Gama, em que, entre vários assuntos, ordena-lhe faça cumprir as provisões que proíbem os castelhanos de comerciar na China e ponha fim às desordens cometidas pelos moradores de Macau.
Carta do rei de Portugal ao vice-rei da Índia, em que ordena que a cidade de Macau não permita a ida para a China de missionários estrangeiros sem o beneplácito de Sua Majestade.
Proposta do Conde Almirante, Vice-Rei, arribado a Moçambique, sobre o que deve fazer no seguimento da sua viagem.
Carta do Senado da Câmara de Macau a [D. José], rei de Portugal, que confirma os privilégios concedidos ao Senado e moradores de Macau.
Carta de D. Álvaro de Meneses capitão-mor [do mar de Malaca] para o [vice-rei daÍndia?], em que manifesta a sua preocupação pela presença, na zona, de uma forte armada holandesa. Aconselha o envio rápido de reforços às fortalezas do Sul, nomeadamente, a Molucas e a Amboino.
Requerimento do tenente-coronel de Artilharia e ajudante às ordens do Governo de Macau, António Ferreira de Arriaga, a [D. João VI] (rei de Portugal), em que pede licença para residir algum tempo na ilha do Faial, a fim de tratar dos negócios de sua casa
Carta do vice-rei ao rei em que informa que foram lidas no Conselho da Fazenda a conta do rei e a cópia da consulta que a Companhia do Comércio fizera à Sua Majestade para poder armar navios em Lisboa, destinados à viagem de ida e volta a Macau, via Moçambique e Malaca. A proposta não foi aceite pelo Conselho.
Carta régia (cópia) de D. Pedro II, rei de Portugal, ao vice-rei do Estado da Índia, D. António Luís Gonçalves da Câmara Coutinho, em que autoriza os navios de Macau a navegarem para Goa. Dá instruções para o pagamento da côngrua do Bispo de forma a beneficiar os moradores de Macau e ordena que os capitães-gerais de Macau não abandonem o território sem pagarem as suas dívidas à Fazenda Real.
Carta régia [cópia] para o bispo D. Pedro de Castilho, vice-rei de Portugal e inquisidor-geral], sobre várias Consultas do Conselho da Índia, nomeadamente, entre outros assuntos, acerca da renúncia que o bispo da China pretende fazer daquele Bispado; ordena que se escreva ao vice-rei da India [D. Jerónimo de Azevedo] a encarregá-lo de pagar ao refendo bispo os ordenados que se lhe devem.