Carta do conde de Aveiras, vice-rei da Índia, para o rei, em que informa que é impossível mandar barcos, visto as dificuldades serem muitas, os moradores não terem dinheiro para os armar e os moradores de Macau estarem com o comércio do Japão suspenso. Sobre a conveniência que há em se não deixar proibir o comércio de Macau para Manila, pois que o contrato das sedas de Sevilha, origem desta proibição, não é tão importante como o comércio da China; donde poderá vir a prata que Macau necessita será só de Manila, visto não haver esperanças que ela continue a ser dada pelo Japão.
Livro das Monções.
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| Format: | Manuscripts |
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| Published: |
1641, Agosto, 02,
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| Subjects: |
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- Carta do capitão-geral de Macau, Diogo de Pinho Teixeira, a [D. João V], rei de Portugal, a informar que os barcos que apartassem a Macau não deveriam pagar os direitos aduaneiros aos chineses se não fossem de comércio. A conveniência para a Fazenda Real em serem as naus do Reino a fazer o comércio de Macau e as medidas a adoptar para esse comércio.
- Carta do rei para o vice-rei da Índia em que anuncia que vai ponderar acerca do levantamento da proibição do comércio de Manila com Macau e, depois, participará a sua resolução; até lá devem cumprir-se as ordens dadas nesse sentido. Recomenda, depois, ao vice-rei que tenha sempre particular cuidado com os moradores de Macau, favorecendo-os em tudo o que puder, mas sempre com a usual cautela, para não dar lugar a abusos.
- Carta para o rei, escrita de Manila, sobre o comércio que os mercadores portugueses fazem com a China e Manila e o intento que têm de o fechar, por causa da má correspondência que os moradores destas partes lhes fazem. Refere-se também à venda das viagens de Macau e Japão que o conde de Linhares tinha feito em Ceilão.
- Carta de Fernão de Albuquerque, governador da Índia, ao governador de Manila em que o adverte de que serão tomadas medidas rigorosas contra o comércio que os mercadores de Manila fazem com a China e o Japão, sendo, de acordo com as determinações régias, expressamente proibido este comércio.
- Dos que dizem que não hão de fazer Christaons se não os que vão se a proprio motu pedir o Baptismo.
- Ofício do [governador e capitão-geral de Macau], Diogo Fernandes Salema de Saldanha, em que pede suspensão da devassa ordenada pelo Governo de Goa, visto não haver fundamento nas acusações que lhe são feitas