Carta do vice-rei da Índia ao ouvidor de Macau, em que informa o envio de uma provisão que ordena que se pague 2% das fazendas e prata que for de Manila para Macau e desta cidade para a Índia, para a ajuda da despesa dos três galeões que pediu ao governador de Manila, para guardar todas as embarcações que saiam desta cidade até Macau. As fazendas que saírem de Macau para Goa pagarão 4%. Vai, também, anexa, a esta carta, uma outra que escreveu à cidade de Macau para que, em caso de pôr em dúvida a obrigação de sustentar o capitão-geral, capitão e soldados do presídio, o ouvidor execute o que nela se manda, sob pena de suspensão do seu cargo e multa em dinheiro
Livro das Monções.
Saved in:
| Format: | Manuscripts |
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| Published: |
1630, Abril, 09
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| Subjects: |
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- Carta do rei ao vice-rei da Índia, em que proíbe, novamente, o comércio de Manila para Macau, tornando o vice-rei responsável pela rigorosa execução desta ordem. À margem, a resposta do vice-rei de 28 de Novembro de 1634, em que diz junto remeter a cópia da ordem régia que estabelecia que as viagens de Macau para Manila fossem por conta da Fazenda Real e afirma ter cumprido tudo o que sobre esta matéria fora determinado.
- Testemunho do acordo da cidade de Manila para que se peça à Real Audiência que faça cessar o trato que os portugueses de Macau têm na mesma cidade.
- Alvará passado pelo vice-rei da Índia, conde de Aveiras, em que ordena, nos termos da resolução do Conselho da Fazenda, que traga para a cidade de Goa, pelo pataxo inglês "Hide", todo o cobre do Estado que se acha em Macau e desnecessário para as despesas desta cidade e assim como em outro pataxo inglês que irá de Surrate para Bantão, ou em outra qualquer nau inglesa, o cobre do Estado que se achar em Macassar.
- Mandado de D. Francisco de Mascarenhas para que nenhum cristão embarque para o Japão ou Manila fazendas, nem possam com os ditos chineses fazer contratos de companhias para embarcação das fazendas para Manila e Japão.
- Consulta do Conselho de Portugal sobre o que propõem os oficiais da Câmara de Macau para que o Bispo desta cidade se mude para as Filipinas.
- Carta do vice-rei ao rei em que diz que a Fazenda Real se encontra exausta e que as necessidades na Índia são enormes e tendo que se remediar imediatamente este mal, procura por todas as formas que as cidades e os vassalos do rei lhe dêem o seu auxílio por sua livre vontade. Nesta ordem de ideias e como a cidade de Macau estava livre dos impostos obrigatórios para as outras cidades, enviou-lhe uma carta pedindo que Francisco Mascarenhas, a Companhia de Jesus, Lopo Sarmento de Carvalho e seus parentes armassem embarcações à sua custa para as vigilâncias da navegação comercial daquela cidade para a Índia e Manila ao que todos acederam.