Carta do vice-rei da Índia a doze pessoas de Macau em que diz que o rei tem gasto na Índia muito dinheiro com a guerra e com a causa eclesiásticsa. Ora os vassalos de Macau não são inferiores a quaisquer outros em honra e procedimento, pelo que espera não deixem também de servir o rei com o dinheiro de que puderem dispor, que seria entregue ao tesoureiro de Estado de Goa. O rei os honrará e estimará por tal serviço prestado em ocasião tão apertada.
Livro das Monções.
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| Format: | Manuscripts |
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| Published: |
1630, Abril, 10
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- Carta do vice-rei da Índia a doze pessoas de Macau, em que diz que o rei tem gasto na Índia muito dinheiro com a guerra e com a causa eclesiástica. Ora os vassalos de Macau não são inferiores a quaisquer outros em honra e procedimento, pelo que espera que não deixem também de servir o rei com o dinheiro de que puderem dispor, que seria entregue ao tesoureiro de Estado de Goa. O rei os honrará e estimará por tal serviço prestado em ocasião tão apertada.
- Carta do príncipe para o vice-rei, sobre o caso do dinheiro que se entregou a Coge Minas; sobre a concessão que se lhe deu para enviar barcos a Mombaça e a Macau. Concorda com a resolução do vice-rei.
- Carta do rei ao vice-rei da Índia sobre a esquadra de navios ingleses que chegaram a Goa com cartas de seu rei, para serem recebidas em conformidade com as pazes assentadas com o conde de Linhares e que nesta cidade não deram entrada por não levarem licença do vice-rei. Trata, ainda, de desavenças que os ingleses tinham tido com os chins; da responsabilidade que a cidade de Macau tomou por eles e do prejuízo que Portugal teria no trato com a China se os ingleses entrassem nela.
- Requerimento de Constantino Gonçalves Reis, a [D. José], rei de Portugal, em que pede provisão para demandar o procurador da Fazenda do Ultramar, para lhe serem pagas umas parcelas de dinheiro
- Carta do conde de Aveiras, vice-rei da Índia, para o rei, em que informa que é impossível mandar barcos, visto as dificuldades serem muitas, os moradores não terem dinheiro para os armar e os moradores de Macau estarem com o comércio do Japão suspenso. Sobre a conveniência que há em se não deixar proibir o comércio de Macau para Manila, pois que o contrato das sedas de Sevilha, origem desta proibição, não é tão importante como o comércio da China; donde poderá vir a prata que Macau necessita será só de Manila, visto não haver esperanças que ela continue a ser dada pelo Japão.
- Alvará do dito ao mesmo para que possa, com paracer ao Conselho (que ali tem o Vice-Rei ordenado que haja), despender do mesmo dinheiro de que se paga à gente do presídio o que fôr necessário em espias e avisos de guerra e nas mais coisas tocantes a ela.