Carta que Macau escreveu ao vice-rei da Índia, em que dizem os moradores que ao pedirem um capitão-geral e cem soldados para defender a cidade, nunca pensaram que seria a cidade a pagar esta despesa, visto que a cidade é também do rei de Portugal. Os holandeses têm procurado convencer os chineses a permitirem-lhes embarcar e carregar nos seus portos, o que causaria grandes danos a Macau.
Livro das Monções.
Saved in:
| Format: | Manuscripts |
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| Published: |
Séc. XVII
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| Subjects: |
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- Traslado do memorial que se deu em Corte contra as embarcações e "somas" dos Chincheos que iam carregar arroz a Cantão e contra a Cidade de Macau e seus moradores.
- Carta régia ao vice-rei da Índia em que o rei lhe agradece as diligências efectuadas com a cidade de Macau para a convencer a armar, à sua custa, alguns navios que corressem os mares do Sul em defesa dos navio mercantes que fossem para a Índia e Manila. Recomenda-lhe que o informe do que tiver conseguido sobre esta matéria.
- Carta sobre a cidade de Macau de D. Jerónimo de Azevedo. É necessário nomear-se um capitão para Macau para se poder defender esta cidade contra os holandeses, assegurando o comércio com a China, de enorme vantagem. O militar escolhido deveria ser prudente para poder saber lidar com os chineses. Seria justo que Macau pagasse o imposto de 1 % como Malaca para ser empregue em seu benefício. O dito capitão apaziguaria, também, as desavenças entre os moradores e entre certos bandos de desordeiros. Seria também bom que se proibisse toda e qualquer comunicação ou comércio da China e Japão com Manila.
- Carta do capitão-geral de Malaca, António Pinto da Fonseca, para o vice-rei da Índia, em que foca, entre outros, os seguintes assuntos: no fim de Janeiro chegou a Macau um cho que vinha da China e que avistou os inimigos europeus em dois lugares, onde nunca tinham sido vistos; a cidade de Macau continua desobediente e quer ser "senhorio livre" etc.
- Testemunho do acordo da cidade de Manila para que se peça à Real Audiência que faça cessar o trato que os portugueses de Macau têm na mesma cidade.
- Carta do vice-rei da Índia à cidade de Macau, em que se mostra satisfeito com os bons intentos que a cidade exterioriza; refere às queixas recebidas sobre as matérias públicas da cidade; não pretende insistir na recusa da cidade em armar navios, desobedecendo às ordens do seu rei, mas faz notar que Cochim, cidade mais pobre da Índia, os arma continuamente; recomenda bom trato com os chineses para evitar discórdias; quer que exista câmara em Macau.