Carta do vice-rei ao rei em que diz que a Fazenda Real se encontra exausta e que as necessidades na Índia são enormes e tendo que se remediar imediatamente este mal, procura por todas as formas que as cidades e os vassalos do rei lhe dêem o seu auxílio por sua livre vontade. Nesta ordem de ideias e como a cidade de Macau estava livre dos impostos obrigatórios para as outras cidades, enviou-lhe uma carta pedindo que Francisco Mascarenhas, a Companhia de Jesus, Lopo Sarmento de Carvalho e seus parentes armassem embarcações à sua custa para as vigilâncias da navegação comercial daquela cidade para a Índia e Manila ao que todos acederam.
Carta régia ao vice-rei da Índia, em que o rei lhe recomenda que cumpra rigorosamente o que em cartas anteriores lhe ordenava sobre a maneira de interferir na questão entre a cidade de Macau e D. Filipe (Lobo).
Carta de Bento XIV a D. João V, agradecendo-lhe o que fizera para a passagem do Arcebispo de Goa para a Índia.
Carta régia para o vice-rei da Índia em que lhe recomenda a fortificação da cidade de Macau e que não tragam dali escravos chineses.
Carta que Macau escreveu ao vice-rei da Índia, em que dizem os moradores que ao pedirem um capitão-geral e cem soldados para defender a cidade, nunca pensaram que seria a cidade a pagar esta despesa, visto que a cidade é também do rei de Portugal. Os holandeses têm procurado convencer os chineses a permitirem-lhes embarcar e carregar nos seus portos, o que causaria grandes danos a Macau.
Carta do rei ao vice-rei da Índia em que encarrega este de conseguir que os moradores de Macau armem, à sua custa, navios destinados a andarem "às presas nos mares do Sul e dessem guarda às embarcações que navegarem para esse Estado e Manila". À margem, a resposta do vice-rei, de 28 de Novembro de 1634, em que promete satisfazer ao que el-rei pretendia saber sobre a missão do desembargador Sebastião Soares Pais e manifesta a sua grande dúvida em conseguir que os moradores da China armem navios à sua custa.
Carta régia para o vice-rei da Índia, Manuel de Saldanha de Albuquerque, em que lhe ordena que não haja escravidão de chineses.
Carta régia ao vice-rei da Índia, em que lhe proíbe, terminantemente, a venda das viagens de Manila e lhe ordena que a venda das viagens do Japão seja feita em Goa, podendo ser rematadas à cidade de Macau "tanto pello tanto" se esta cidade se comprometer a sustentar o presídio.
Carta régia para o Conde Almirante, D. Francisco da Gama, vice-rei da Índia, em que determina que informe sobre a situação dos mercadores de Macau, que segundo lhe constara, era perigosa.
Requerimento de Bernardo Nogueira Carvalho da Fonseca ao governador do Estado da Índia, D. João José de Melo, sobre a proibição de fazer viagem para Macau com sua família. Pede que sejam patenteados os crimes que a Câmara de Macau lhe imputa para lhe negar a sua entrada na cidade.
Carta para o vice-rei da Índia em que el-rei lhe recomenda que não permita ao governador de Macau desrespeitar os privilégios da Câmara.
Carta do rei ao vice-rei da Índia, em que lhe pergunta de que espécie de artilharia necessita e de que calibre, para a mandar encomendar na Biscaia, onde fica muito mais barata do que a que costumava ir de Macau.
Carta do vice-rei da Índia para o príncipe em que informa que Mateus da Cunha de Sá se encontra em Macau e se achar razões que justifiquem a sua ida ao Reino, conceder-lhe a licença.
Carta régia [cópia], sobre uma consulta do Desembargo do Paço de 23 de Março de 1628 com a pretensão que tem Manuel Borges Corte Real, estante na Índia, de se lhe suprir o efeito, que há ou pode haver, na renunciação da viagem da China, que lhe fizeram os procuradores de D. Francisco Rolim, já falecido. O rei ordena que se lhe conceda o que pretende, desde que previamente salde as suas dívidas.
Carta do vice-rei da Índia, em resposta à carta do príncipe regente, de 3 de Março de 1672, em que informa que António Barbosa está em Macau como capitão-geral da cidade e que na próxima monção lhe mandará aviso sobre a mercê que o príncipe lhe fez, embora ache que não é pessoa com habilitações para desempenhar o cargo de secretário.
Carta régia ao vice-rei da Índia, em que se lhe recomenda grande cuidado na escolha dos capitães de Macau, devendo estes serem de boa posição social, experientes e "de quem se possa fiar hum posto tam arriscado", e nega-se a deferir o requerimento que a mesma cidade lhe apresentou para que o referido cargo fosse abolido.
Carta régia para o vice-rei da Índia, D. Francisco da Gama, em que lhe ordena que se mantenha no governo, até à chegada de D. Francisco Mascarenhas, ausente na China, que foi nomeado novo vice-rei.
Carta do vice-rei da Índia à cidade de Macau, em que se mostra satisfeito com os bons intentos que a cidade exterioriza; refere às queixas recebidas sobre as matérias públicas da cidade; não pretende insistir na recusa da cidade em armar navios, desobedecendo às ordens do seu rei, mas faz notar que Cochim, cidade mais pobre da Índia, os arma continuamente; recomenda bom trato com os chineses para evitar discórdias; quer que exista câmara em Macau.
Informação para a cidade de Macau que lhe serão pagas pelos bens do falecido governador, António da Silva de Melo, as quantias que o mesmo lhe ficara a dever.
Provisão pela qual S. M. faz mercê ao Colégio de Macau no Japão que aos 1000 taeis de dote, que lhe foram consignados na alfandega de Malaca,se lhe consignem e paguem daqui em diante nos foros que os Religiosos da Companhia de Jesus pagam no Estado da India a fazenda Real, para que os hajam em si e se lhe descontem neles. Lisboa, 1649 Jan. 27 [Tem inserta uma Carta Régia de D. Sebastião, Lisboa, 1554 Fev. 26].
1688. Rezões pellas quaes se mostra que a V Prouincia de Jappão foi aggrauada da Prouincia da India em lhe fazer pagar desdo año de 96. quatrocentos pardaos cada año de finta ordinria e ala disso outros 800 de fintas extraordinria no anno de 97 e que por justiça se lhe deue restituição de tudo isto.
Carta do Senhor Primaz da Jndia dos 21 de Abril de 1694 para o P. Vizitador Francisco Nogueira em que lhe pede assiste a provizão que lhe manda.
Ofício do mandarim sub-prefeito de Dengzhou, em Shandong, Peng, e do magistrado do distrito de Xiangshan, Ma, ao procurador de Macau, sobre um navio mercante russo, que esta atracado nas águas da Taipa e que foi assolado por uma tempestade a caminho de Malaca.
Rezoens pelas quaes se mostra que a Vice Prouincia de Jappão foi aggrauada da Prouincia da India em lhe fazer pagar des dò anno de 96 quatro centos pardaos cada anno de finta ordinaria e alem disso outros oito centos de finta extraordinaria no anno de 97 e por que justiça se lhe deue restituição de tudo isto.