Carta do vice-rei da Índia a doze pessoas de Macau em que diz que o rei tem gasto na Índia muito dinheiro com a guerra e com a causa eclesiásticsa. Ora os vassalos de Macau não são inferiores a quaisquer outros em honra e procedimento, pelo que espera não deixem também de servir o rei com o dinheiro de que puderem dispor, que seria entregue ao tesoureiro de Estado de Goa. O rei os honrará e estimará por tal serviço prestado em ocasião tão apertada.
Carta do rei ao vice-rei da Índia sobre a esquadra de navios ingleses que chegaram a Goa com cartas de seu rei, para serem recebidas em conformidade com as pazes assentadas com o conde de Linhares e que nesta cidade não deram entrada por não levarem licença do vice-rei. Trata, ainda, de desavenças que os ingleses tinham tido com os chins; da responsabilidade que a cidade de Macau tomou por eles e do prejuízo que Portugal teria no trato com a China se os ingleses entrassem nela.
Carta do vice-rei da Índia ao rei, em que informa que as queixas dos oficiais da Câmara de Macau não têm fundamento.
Carta do príncipe para o vice-rei, sobre o caso do dinheiro que se entregou a Coge Minas; sobre a concessão que se lhe deu para enviar barcos a Mombaça e a Macau. Concorda com a resolução do vice-rei.
Carta para o vice-rei da Índia em que el-rei lhe recomenda que não permita ao governador de Macau desrespeitar os privilégios da Câmara.
Carta do conde de Aveiras, vice-rei da Índia, para o rei, em que informa que é impossível mandar barcos, visto as dificuldades serem muitas, os moradores não terem dinheiro para os armar e os moradores de Macau estarem com o comércio do Japão suspenso. Sobre a conveniência que há em se não deixar proibir o comércio de Macau para Manila, pois que o contrato das sedas de Sevilha, origem desta proibição, não é tão importante como o comércio da China; donde poderá vir a prata que Macau necessita será só de Manila, visto não haver esperanças que ela continue a ser dada pelo Japão.
Carta régia para o vice-rei da Índia, D. Francisco da Gama, em que, entre outros a.ssuntos, se refere ao dinheiro que estava em Macau de uma nau do Perú, cujo capitão morreu e ordena que seja enviado para o Reino este dinheiro, a fim de ser guardado na Casa da Índia e entregue a quem de direito o reclamar.
Carta do vice-rei da Índia para o rei de Portugal, em que informa observar a ordem do rei sobre os missionários para a China não deverem passar por Macau, sem passarem, primeiro, por Portugal. Fez o mesmo com os missionários franceses.
Carta do rei para o vice-rei da Índia em que anuncia que vai ponderar acerca do levantamento da proibição do comércio de Manila com Macau e, depois, participará a sua resolução; até lá devem cumprir-se as ordens dadas nesse sentido. Recomenda, depois, ao vice-rei que tenha sempre particular cuidado com os moradores de Macau, favorecendo-os em tudo o que puder, mas sempre com a usual cautela, para não dar lugar a abusos.
Carta régia [cópia], para o vice-rei da Índia, António Luís Gonçalves da Câmara Coutinho, para que encomende ao bispo de Macau que vá visitar as comunidades da China por serem "suas ovelhas, para que com a sua prezença se adiantem muito aquellas missões e se componhão as differenças que hã nos missionarios ... "; ordena, também, que se lhe sejam dadas as ajudas de custo que se puderem dar.
Carta régia para o vice-rei da Índia, D. Duarte Meneses, em que, entre muitos assuntos, diz concordar com as razões apontadas pelo vice-rei sobre não haver capitão, em Macau, e ordena que esta cidade continue a governar-se pelos capitães das viagens da China e Japão.
Carta régia para o vice-rei da Índia, Manuel de Saldanha de Albuquerque, em que lhe ordena que não haja escravidão de chineses.
Carta do vice-rei da Índia ao rei de Portugal, sobre a não ida de raparigas chinesas para Goa.
Carta do vice-rei da Índia para o capitão de Malaca, D. Álvaro de Castro, em que diz estar satisfeito com a derrota dos holandeses e assim ficam enfraquecidos e não poderão atacar Macau.
Carta do rei de Portugal ao vice-rei da Índia, a mandar guardar os privilégios de que gozam os moradores de Macau para que não possam ser vexados pelos governadores daquela praça.
Carta do rei para o vice-rei da Índia, conde de Vila Verde, sobre novos direitos cobrados ao Bispo de Macau e que os seus sucessores não devem pagar.
Requerimento de Constantino Gonçalves Reis, a [D. José], rei de Portugal, em que pede provisão para demandar o procurador da Fazenda do Ultramar, para lhe serem pagas umas parcelas de dinheiro
Carta do vice-rei da Índia, ao rei, em que participa sobre as embarcações que partiram de Macau com o cabedal dos homens do Estado e de como quatro delas caíram nas mãos dos holandeses, tendo-se somente salvo aquela em que ia D. Jerónimo da Silveira, mas não se sabendo do seu paradeiro.
Carta régia para o vice-rei da Índia em que lhe recomenda a fortificação da cidade de Macau e que não tragam dali escravos chineses.
Carta do rei de Portugal ao vice-rei da Índia, em que ordena que a cidade de Macau não permita a ida para a China de missionários estrangeiros sem o beneplácito de Sua Majestade.
Carta do vice-rei da Índia à cidade de Macau, em que se mostra satisfeito com os bons intentos que a cidade exterioriza; refere às queixas recebidas sobre as matérias públicas da cidade; não pretende insistir na recusa da cidade em armar navios, desobedecendo às ordens do seu rei, mas faz notar que Cochim, cidade mais pobre da Índia, os arma continuamente; recomenda bom trato com os chineses para evitar discórdias; quer que exista câmara em Macau.
Carta do vice-rei da Índia para o rei, em que envia com esta carta a cópia da petição que lhe fez o desembargador Sebastião Soares Pais, quando voltou da China, onde fora com alçada. Esta petição foi submetida ao parecer do Conselho que decidiu deferi-la e pede que o rei a confirme, visto que é muito justa.
Carta régia para o vice-rei da Índia, em que dá ordens referentes ao Estado da Índia e entre as quais uma relacionada com as naus da China que vão a Negapatão, no Coromandel.
Carta do rei para o vice-rei da Índia, sobre as dificuldades relativas à fundição de artilharia de ferro coado em Goa, não se podendo, por isso, cumprir as ordens de Sua Majestade. Tendo em conta a artilharia que se fabrica, em Macau e o seu preço, o rei ordena que se mande fundir a maior quantidade possível para abastecer as fortalezas do Estado da Índia. O rei manifesta a sua satisfação pelo envio de socorro ao rei da China. É muito útil que se mantenham boas relações com os chineses.